O Círculo Operário São José foi construído
em 1915 e considerado por Mozart Soriano Aderaldo no seu livro História
Abreviada de Fortaleza e Crônicas da Cidade Amada como um “suntuoso
prédio” sendo “uma das primeiras e felizes iniciativas
do ... 1o arcebispo de Fortaleza, Dom Manuel da Silva e Gomes...”na
cidade.
Com a construção do Teatro São José ficou
definido a área que passaria a ser urbanizada como uma praça
no ritmo do Brasil Republicano e comemorando o Centenário da
sua Independência, passado a ter praticamente a mesma forma que
tem hoje.
No centro da praça foi erguido uma coluna/monumento de secção
circular com 35 metros de altura, montada sobre uma base cúbica
de 5,00m de aresta. O conjunto escultórico está construído
com tijolos moldados em diatomita sobre base de pedra e cal, desenvolvida
sobre um eixo vertical gerado por uma escada helicoidal de 2,60m de
diâmetro e com 115 degraus. Está revestida e decorada exteriormente
com elementos jônicos, frisos, cornijas, moldura e outros detalhes
executados com argamassa de cal e areia. Sobre sua base se encontram
um conjunto de placas de mármore onde podemos ler a lista dos
nomes dos amantes desta luminosa cidade praieira, vinculados à
história da cidade através deste singelo e elegante monumento.
Encimando o monumento, se encontra a imagem do Cristo Redentor de autoria
dos escultures: José Rangel Sobrinho, José Maria Sampaio
e Vicente Leite - pintor. A sua altura é de 2,70 m e está
executada em alvenaria como o restante do monumento. Segura com sua
mão esquerda uma cruz e tem o braço direito levantado,
estendido e alçado sobre a cidade, numa posição
de quem abençoa e protege o seu rebanho.
O Círculo Operário São José foi responsável
pelo “projeto” e execução do monumento. Tiveram
como mestres: Antônio Machado, Domigos Reis, Severino Moura.
O monumento desde sua inauguração foi dotado de um relógio
de quatro esferas, apontadas para os quatros pontos cardeais. Infelizmente
a oscilação da coluna não permitiu o perfeito funcionamento
do mesmo que foi transferido posteriormente para a Igreja dos Remédios.
Após a segunda guerra mundial foi demolido o muro circular que
circundava o monumento e que imprimia-lhe uma boa proporção
e limpeza formal. Felizmente hoje se encontra novamente restaurado.
José Capelo Filho - Arquiteto