|
|

Cadastro Patrimônio Edificado Fortaleza Centro
Os Ambientes
A trama
urbana gera dois tipos de espaços: as ruas e as praças. Ambos
e a combinação deles dão lugar a ambientes urbanos de qualidade,
sendo que muitos deles perderam suas funções caraterísticas e
outros foram recuperando-as com trabalhos de restauração e recuperação
tais como: a Praça do Ferreira, o Passeio Público, etc. Outro
aspecto importante para a recuperação dos ambientes são as novas
atividades que se desenvolvem neles. Os estudos e uma visão meio
ambiental do território como geo-sistema,
é dizer a inter-relação entre meio físico, a população e a economia.
O conceito
de patrimônio urbano, não se refere só a defesa dos edifícios,
mas também ao cotidiano, seus ritmos, seus ritos, sua memória
e a interação entre a cidade e seus habitantes. A cidade é um
território significante que confere a seus habitantes a noção
de pertencer a um lugar único. O patrimônio urbano não é um bem
isolado e sim a imagem da cidade que confere a população no tempo
e espaço.
Deve-se
sinalar como negativo o desaparecimento da aura funcional e anímica
do caráter do centro com a perda / transferência de funções como
as de habitação, comércio, e político administrativa para outras
áreas da cidade.
Muito
importante antes de realizar qualquer ação e determinar a política
de que queremos, que aspiramos , que desejamos que o Centro será,
Centro multifuncional, com comércio caraterizado mais peso a
parte residencial, turística, e recreativa, esses caminhos devem
estar compatibilizados com as possibilidades reais do contendor
urbano.
Nos
últimos anos ocorreram inúmeras demolições para estacionamentos
improvisados (currais) o que também contribuiu grandemente ao
deterioro da trama urbana.
O abandono
dos proprietários, a descaraterização da arquitetura , a proliferação
de propagandas sem controle, são alguns dos aspectos que deterioram
o ambiente urbano.
Existem
também no Centro zonas e lugares que pela função são incompatível
e que um estudo mais detalhado determinará, que política a seguir
com eles.
Os
elementos naturais são parte integrantes da paisagem urbana e
pertencem ao imaginário coletivo registro de elementos notáveis
da paisagem, os eixos, visuais, perspectivas, marcos referenciais
e âncoras, sendo importante determinar as diferentes formas de
apropriação dos espaços. A Praça de Ferreira tem uma tradição
importante para a cidade tendo a Coluna da Hora como ícone, ponto
de encontro, etc., sendo os trajetos outro aspecto importante
a estudar. O que se define como “argumento do conjunto” são: uso,
ocupação urbana, imagem e apropriação do espaço, os elementos
que definiram o Centro de Fortaleza.
Elementos
físicos de grande valor paisagístico outorgam caraterísticas únicas
ao Centro Antigo de Fortaleza, o perímetro norte está emoldurado
pela costa, o perímetro sul, leste e oeste formam parte da trama
urbana de transição do crescimento da cidade, eles estão caraterizados
por avenidas triunfais, com uma arquitetura própria de alto valor.
|
|
“Esse
conjunto de avenidas triunfais, realizado sem cirurgias
urbanas, aproveitou vias já abertas mais não urbanizadas.
Entretanto como organização espacial, são um dos conceitos
mais evidente das proposições do Barão de Haussman na capital cearense” .
Estas
vias que transformam as avenidas nos anos 20 e já estavam
prescritas na planta de Adolfo Herbster
em 1875 e dão a cidade uma modernidade e majestosidade correspondente
aos valores da época, valorizando os terrenos e contribuindo
com a paisagem urbano. |
O centro
se encontra também banhado por o riacho Pajeú, um córrego que
ocupa uma área de aproximadamente 14 ha e um recorrido dentro
do Centro de 5 km. e que foi também uma barreira de expansão em
direção ao leste do Centro, até a ampliação do Plano Diretor
de Adolfo Herbster em 1875, zona que
se encontra praticamente virgem dentro da trama urbana escondido
no fundo dos quintais, constituindo uma das reservas ecológicas
e paisagísticas mais importantes da cidade, também a antiga Lagoa
do Garrote hoje Parque da Liberdade constitui um dos Pontos bucólicos
mais importantes do Centro. A zona do Passo Municipal constitui
um elemento paisagístico de valor, sendo um área de reserva ecológica.
As
praças constituem elementos paisagísticos de grande interesse,
abrindo as perspectivas da trama urbana e constituem pequenos
conjuntos urbanos com importantes pontos históricos, arquitetônicos
, escultóricos de grande valor.
|
|
Outro
dos aspectos importantes desde o ponto de vista paisagístico
e o Passeio Público que resulta em um balcão do Centro para
o mar , estando em uma cota mais alta domina a paisagem
litorânea.
Hoje
restaurado em parte sua arquitetura. |
| |
|
|
|
Praça
do Ferreira - Em 1932, foi construído a “Coluna da Hora”
com seu relógio que servia de orientação a toda a cidade.
Sua inauguração foi a princípios de 1934. Em 1949, no local
onde fora o velho prédio da Intendência Municipal se construiu
o “Abrigo Central” que foi demolido em 1968 juntamente com
a Coluna da Hora.
Sua
última reforma foi em 1991 recuperando-se a praça com uma
versão moderna a Coluna da Hora. Ícone da Cidade. |
| |
|
|
|
A
Praça General Tibúrcio com caraterísticas muito particulares
é uma das praças que mantém ainda seu traçado original.”
O ajardinamento da praça obedeceu ao estilo romântico do
jardim Inglês com caminhos e canteiros sinuosos, ainda conserva
árvores nobres como jacarandás, palmeiras imperiais, paineiras,
balaustrada com jarros e três estátuas de animais, verdadeiras
obras de arte”. O Monumento constitui um conjunto escultórico
de alto valor simbólico e cívico. |
| |
|
|
|
A
Praça da Estação constitui um conjunto de valor histórico
arquitetônico da maior importância constituindo um área
paisagística importante para o Centro com uma área aproximada
de 11 517m2 na praça mais os terrenos internos
da Estação. A praça se encontra muito alterada, mais o conjunto
edificado do entorno é um ponto potencial de desenvolvimento
turístico e paisagístico. |
| |
|
|
|
Cristo
Redentor Anterior a 1881 se conhecia pelo nome de Praça
da Conceição, em homenagem a N. S da Conceição da Prainha.
A praça se encontra em um ponto importante de enlace entre
a área do Dragão do Mar e o Centro. |
| |
|
|
|
Almirante
Saldanha ou Alfândega: criada no princípio
do
Século XIX, em virtude do prédio da Alfândega inaugurado
em 1891. Saldanha, Almirante: recebe o nome que tem hoje,
na gestão do Prefeito Álvaro Weyne. Encontra-se hoje incorporada ao conjunto do IACC-
Instituto de Arte e Cultura do Ceará. |
| |
|
|
|
Do
Patrocínio: anterior a 1870 e conhecida por esse nome por
ficar em frente à Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio
construída em 1849. Marquês de Herval:
Em 1870 por proposta de um vereador, mais o povo continuava
a tratá-la como do Patrocínio. Em 1903, foi inaugurado o
Jardim Nogueira Acioly.
Em
1929, passou a chamar-se José de Alencar por ocasião do
centenário de nascimento do romancista nesta ocasião também
foi inaugurada o conjunto escultórico Art-Déco
de maior importância artística da cidade. Em 1938, foi oficialmente
denominada de Praça José de Alencar. Existe novo projeto
incorporado à estação do Metrô. |
| |
|
|
|
Praça
Capistrano de Abreu - Apesar de não figurar na planta da
cidade de 1875, a sua demarcação é anterior a 1859. A praça
foi construída sobre uma pequena Lagoa (daí a nomeação de
Praça da Lagoinha ) depois de aterrada por haver se convertido
em depósito de lixo, e num foco de doença.
Hoje
se encontra remodelada onde lamentavelmente foi demolido
o coreto, peça de importante valor. |
| |
|
|
|
Praça
dos Voluntários.- O nome Largo do Garrote é anterior a 1932,
originando-se da Lagoa do mesmo nome. Estendia-se até onde
hoje é o Parque da Liberdade. Largo dos Voluntários da Pátria:
Homenagem aos cearenses que seguiram voluntariamente para
a Guerra do Paraguai, como componentes do famoso Batalhão
26 de Voluntários da Pátria, contra o ditador paraguaio
Solano López. Praça Voluntários ( 1932 ). Em 1941, foi
remodelada e colocado um busto do Presidente da Republica
na época Dr. Getúlio Vargas. Muito utilizada pelo público
em geral onde se protegem na sombra da vegetação de porte. |
| |
|
|
|
Parque
da LIBERDADE (1890) - Em homenagem à libertação dos escravos.
Parque
da INDEPENDÊNCIA (1922) - Em homenagem ao Centenário da
Independência do Brasil. Inaugura-se a estátua de um Índio
quebrando os grilhões no portão de entrada
CIDADE
DA CRIANÇA (1936) - Notável empreendimento educacional infantil.
Jardim da infância para meninos de 3 a 6 anos e parque para
educação física e social de 7 a 14 anos.
Parque
da LIBERDADE (1948) - Na gestão do Prefeito Acrísio
Moreira da Rocha restaurou-se o nome de Parque da Liberdade.
Mantém seu traçado original em volta da antiga lagoa do
Garrote. |
| |
|
|
|
Praça
da Escola Normal / Figueira de Melo / Dos Educandos: A praça
data dos meados do Século XIX, conhecida por este nome por
causa do colégio que existia no lugar. Do Colégio: quando
foi fundado em 1867, o Colégio da Imaculada Conceição, cujo
edifício data de 1855. Do Senador Figueira de Melo: Em 1879.
Dos Educandos: Novamente em 1890, mais só durou 6 meses,
retornando novamente ao nome anterior. Figueira de Melo:
Por Decreto do Prefeito Municipal Raimundo Girão.
Conserva seu traçado original, mas infelizmente, encontra-se
sem manutenção. |
| |
|
|
|
Praça
do Carmo.- Anterior a 1890 se chamou do Livramento, cuja
primitiva Capela foi iniciada em 1850, em 1922 foi denominada
Nossa Senhora do Carmo. Estátua de Nossa Senhora da Paz
erigida por iniciativa de Adolfo G de Siqueira e Milton
de Sousa Carvalho Se inaugura em 1921 e foi esculpida em
mármore em Paris. Conserva seu traçado original. |
| |
|
|
|
Praça
da Sé - Parece ser a primeira praça de nossa capital, pois
na planta da vila de Fortaleza descrita pelo Padre Serafim
Leite, com desenho do Capitão Mor Manuel Francês e enviado
a Lisboa em 1726, como demonstração de seus serviços comprova
o fato quando ele diz “Em frente da Câmara o do Forte a
Praça com os símbolos municipais, coincidindo o pelourinho
com a frente da Câmara e a força com a da Fortaleza.”
Do Conselho - 1726 assim designado pela existência do
Prédio do Conselho ( Hoje desaparecido). Do Largo da Matriz
- 1854 quando a construção da Igreja em 1854. Da Sé - Quando
a Igreja Matriz passou a Sé, em 1861. Caio Prado - 1889
em homenagem a Antônio da Silva Prado paulista que foi presidente
de Ceará 1888 - 1889 tendo falecido nesse cargo em Palácio.
Da Sé - 1932 até hoje, a Praça era todo aquele espaço compreendido
entre as ruas São José e General Bezerril
( norte - sul ) Rufino de Alencar, Sobral, e Castro e Silva.
Foi ampliada recentemente com a demolição do edifício do
Forum Clóvis Bevilaqua. |
| |
|
|
|
O
parque do Paço Municipal está cortado pelo riacho Pajeú.
Está intensamente arborizado e é um dos locais mais bucólicos
da nossa cidade. Esta limitado pelas Ruas Costa Barros,
São José e Rufino de Alencar, ruas estas que conectavam
a antiga cidade com os novos bairros que se formavam ao
leste. Isto se tornou possível com a construção de obras
de engenharia, como os bueiros e aterros das Ruas São José
e Rufino de Alencar que permitiram a correta drenagem do
Riacho Pajeú, bem como, uma ligação segura com os bairros
do Outeiro, Prainha, Aldeota e
outros. |
Voltar
Dados
01.
Cadastro do Patrimônio Histórico
02.
Objetivos Gerais.
03. Objetivos
Específicos.
04.
Análise do Cadastro do Patrimônio Histórico
05.
O Estado Crítico por Zona
06.
Tipologia Arquitetônica
07.
Os Ambientes
08.
Cronologia de Fortaleza
09.
Inventário de Monumentos Escultóricos
|