| Home | Trabalhos | Nossa Equipe | Links | Preservando a História | Contatos |
 TRABALHOS
 PRESERVANDO A HISTÓRIA
 LINKS
 EQUIPE

 

Cadastro Patrimônio Edificado Fortaleza Centro


Cronologia de Fortaleza:

 

Data

Fatos

1603

·       As origens da cidade de Fortaleza remontam às primeiras tentativas de colonização do Ceará. Expedição liderada por Pero Coelho de Sousa, constrói na Barra do rio Ceará, o “Fortim de São Tiago”. Foi chamada de Nova Lisboa a localidade que rodeava o forte, enquanto a capitania recebia o nome de Nova Lusitânia.

1612

·       Aporta no litoral cearense o português Martim Soares Moreno, e no mesmo local das ruínas do forte erguido por Pero Coelho, constrói o Forte de São Sebastião. A aldeia que rodeava o forte era chamada de N.S. do Amparo.

1631

·       Soares Moreno transfere-se para Pernambuco, sendo desta forma interrompida a tentativa de colonização do Ceará.

1637

·       A barra do rio Ceará é ocupada por um grupo de holandeses chefiados por Gedeon Mórris de Jonge.

1644

·       O grupo Holandês sofre massacre por parte dos indígenas, sendo totalmente dizimado. A feitoria, no entanto, subsiste.

1649

·       Matias Beck aporta na enseada do Mucuripe ( Mucuriba) e desloca-se no sentido leste-oeste à procura de melhor sitio. A aldeia existente na Barra do Ceará oferecia desvantagem, primeiro, porque desse local não se visualizava os navios encorados na enseada do Mucuripe, ficando desse modo, sujeito a ataques imprevistos e o assoreamento da foz do rio Ceará, dificultava sua utilização como via de penetração de navios, segundo, pelas dificuldades em conseguir-se água potável, já que ao mar saliniza as águas de aquela região. Matias Beck ergueu em seguida, uma paliçada que recebeu o nome de Forte Schoonenborch. Ressalte-se que o aldeamento da Barra do Ceará continuo a existir com a denominação de Vila Velha. Entretanto, o Pajeú desempenhou o papel de fator de atração demográfica, fixando população em sua circunvizinhança. Assim, começou a se organizar em torno da fortificação, a povoação que se transformaria na Vila do Ceará.

1654

·       Os holandeses são expulsos, voltando as terras do Ceará ao domínio da coroa portuguesa. A partir de então, teve início o crescimento da embrionária povoação.

1655/1725

·       Por muito tempo Fortaleza e Aquiraz disputaram a hegemonia do território regional. A Vila do Ceará foi criada a 13 de fevereiro de 1699, mas o Pelourinho - símbolo da administração municipal - foi instalado a 25 de janeiro de 1700, no Iguape, alguns meses depois, chegam ordens para o Capitão Mor do Ceará fundar a Vila do Ceará às margens do Pajeú.

1726

·       Por Carta Régia, Fortaleza é elevada à categoria de vila, com a denominação de Fortaleza de nossa Senhora da Assunção. O Capitão - Mor Manuel Francês instala definitivamente a Vila, na data do 13 de abril de 1726.

1799

·       Ano de fundamental importância para o inicio de um crescimento menos lento para Fortaleza, pois nesta data ocorreu o desmembramento da capitania do Ceará da capitania de Pernambuco. Fortaleza, até então, não participava do processo de exportação do principal produto do Ceará, o algodão. Esse era enviado para Recife através do Rio Jaguaribe, sendo utilizado o porto de Aracatí para as exportações.

1810

·       Quando o inglês Henry Koster transitou por Fortaleza, esta era uma aglomeração de ruas não calçadas, casas derrubadas e uma população aproximada de 1 200 habitantes. O comercio do Ceará passa a ser feito diretamente com Lisboa.

“As Ruas existentes eram:

·       Quartel - Em seguimento ao quartel de linha .Parece ser a mesma que nos antigos documentos se encontra com o nome de Rua da Cadeia, pois que a cadeia era no quartel, cujo alinhamento ela tinha, correndo a leste da Praça do Conselho.

·       Praça do Conselho - Formada pela Matriz a leste e por uma falange de casas em frente a ela, tendo pêlos fundos a Rua do quartel e da Cadeia.

·       Ao lado setentrional da Praça passa uma longa Rua que segue paralela, esta Rua era a das Flores ( hoje Castro e Silva) que cortava obliquamente a da Boa Vista (hoje Floriano Peixoto), dava saída para o matadouro e para  Jacarecanga.

·       A direita dos Mercadores - marginando o regato Pajeú com frente para o mercado atual, esta rua, interrompia-se  no beco conhecido por Pocinho e continuava para o sul, por trás da ermida do Rosário está a rua do Rosário, existiam outras ruas como a Rua das Flores, Boa Vista, Monteiro, etc.

·       Completavam a cidade  as estradas, que partiam para diversos pontos: a de Messejana e Soure, (Caucaia), a de Arroche (Sena Madureira, e Conde D’Eu) pela travessa do Cajueiro, a de Jacarecanga, pela rua Senador Alencar.” João Brígido

1812

·       Tem inicio o governo de Manuel Inácio de Sampaio, que estende-se até o ano de 1820. Com ele surgem as primeiras normas de organização do espaço urbano de Fortaleza, fruto do trabalho do engenheiro José da Silva Paulet. A este foram solicitadas as diretrizes para o traçado urbano da vila, como também, a elaboração do projeto para a construção de um novo Forte, no lugar onde existira o já desmoronado Forte de Schoonenboch. A Fortaleza é reconstruída em alvenaria, no ano de 1812 a 1823. Surgem os serviços dos Correios, da Alfândega e o mercado municipal. Paulet elabora as diretrizes para os arruamentos da Vila, e realiza levantamento onde registra a localização das áreas edificadas e arruamentos. Comparando-se com a planta de 1726 (87 anos antes), observa-se que a área urbana não apresenta grande crescimento, mas já existe uma ligeira expansão ao longo da margem direita do Pajeú, e além desta, uma aglomeração de edificações entre a praia, e onde se localiza atualmente a Av. Pessoa Anta. Em um plano mais amplo, apresentam-se as estradas e picadas de acesso às áreas de interesse, formando um sistema radial ao núcleo, algumas coincidindo, conforme se observa, com as atuais avenidas: Francisco Sá, Bezerra de Menezes e Marechal Deodoro. Até então, a Vila vinha se arrumando e se ampliando sem maiores preocupações urbanísticas, com traçado orgânico e tradicionalmente Português, caraterizado pelas deflexões dos arruamentos, como exemplo, a rua Conde D’ Eu. A planta de Paulet, com a proposta de arruamento, conforme os historiadores, não interferindo na malha original, propõe traçado em xadrez, manifestando algumas restrições . A meta, na adoção deste modelo, era a expansão ilimitada, em o fundamental a escolha de terreno plano. Fortaleza adaptava-se com perfeição ao perfil traçado, em função da topografia aplanada de seu solo. A proposta de Paulet, consistiu, basicamente, no estabelecimento de uma linha reta, ao largo da parede sul do Forte, onde a partir de ela a noventa graus, deveriam iniciar-se as ruas de sentido norte-sul, o que ocorreu quando da abertura das ruas: Barão do Rio Branco (rua Formosa), Major Facundo (rua da Palma) e Floriano Peixoto ( rua das Belas). A estas, incidiram ortogonalmente as ruas de sentido leste-oeste. Conforme se observa em plantas posteriores. Fortaleza adotou o traçado em xadrez proposto, e continuou a expandi-lo em novas áreas.

1816/1817

·       Segundo constatam o ouvidor Rodrigues de Carvalho (1816) e o viajante francês L. A Tollenare (1817), que por aqui estiveram, Fortaleza continuava com crescimento lento, um comercio menor que o de Aracati, o porto funcionava em condições precárias; era mal dotada de vias de acesso ao interior e com uma população girando em torno de 1 100 a 1 200 habitantes.

1823

·       Na data de 17 de março a Vila é elevada à categoria de cidade recebendo o nome de Fortaleza de Nova Bragança.

1843

·       O boticário Antônio Ferreira assume a presidência da Câmara de Fortaleza, que naquela época acumulava as funções de executivo. Nesta administração foram aplicadas com rigor as diretrizes elaboradas por Paulet. Prossegue a implantação do traçado em xadrez, dirigindo a expansão da cidade para o lado Sul, Praça da Sé ( Largo da Matriz) e Praça do Ferreira.

·       Foi obedecido um maior disciplinamento à expansão da cidade, proibindo-se a abertura de becos estreitos e /ou em deflexões, como nos arruamentos do traçado orgânico.

·       Durante sua gestão, o boticário Ferreira contrata como seu auxiliar o arquiteto Adolfo Herbster, que dá continuidade ao direcionamento da malha urbana em xadrez.

1856

·       Realiza-se um levantamento cadastral da cidade, resultando na planta organizada pelo padre Manuel Riego Medeiros, onde se constata que a área urbana ia pouco além dos limites: Oeste, Rua 24 de Maio (rua da Lagoinha) ; Sul, Rua Clarindo de Queiroz até a Barão do Rio Branco ( rua Formosa) e da Pedro Pereira até a Cidade da Criança ( Largo do Garrote); Leste, ao longo da margem esquerda do riacho Pajeú; e uma já mas acentuada expansão entre a Avenida Pessoa Anta ( rua do Chafariz) e a Praia.

·       Por outro lado, observa-se o cumprimento às diretrizes em xadrez de Paulet.

1859

·       Adolfo Herbster elabora a “Planta Exata da capital do Ceará” Apesar de se distanciar apenas em 3 anos da última planta levantada, esta acrescenta vários elementos, como o levantamento do sistema ecológico, vias de acesso à cidade, denominação dos Logradouros públicos ( as Ruas de sentido Leste- Oeste são chamadas travessas), Registra também , todo equipamento urbano público e privado então existente .Constata-se, ainda, que o arruamento efetivamente implantado até então limitava-se, aproximadamente, pelas ruas Senador Pompeu (rua Amélia), Liberato Barroso, e persistindo a Leste, a barreira exercida pelo Riacho Pajeú.

1863

·       Senador Pompeu publica estudo estatístico, onde apresenta os seguintes dados: População inclui subúrbios 16 000 habitantes, edificações de tijolo e telha 960, Praças 8.

·       A planta de 1856 registrava apenas seis praças: General Tibúrcio (Carolina), José de Alencar ( do Patrocínio), Castro Carrera ( Amélia), do Ferreira ( Municipal) Cidade da Criança ( Boa Vista) e Praça Nova, situada entre as Ruas Pedro I, 24 de Maio, Clarindo de Queiroz e Gal. Sampaio. Esta praça não foi concretizada conforme atesta a planta de Herbster (1859) e as posteriores, no entanto, observa-se que sua configuração coincide, com a praça da Faculdade de Direito, onde se conclui que a idéia foi deslocada para este ponto.

1866/1873

·       O desenvolvimento de Fortaleza é impulsionado com a criação de uma linha de navios a vapor, estabelecendo ligação direta com a Capital do país e com a Europa; melhorias são implantadas na rede rodoviária de ligação com o interior; inaugura-se a rede de iluminação pública com combustores à base de gás carbônico.

·       Prosseguindo o surto de urbanização, começa a funcionar o sistema de canalização de água (1867), inaugura-se a primeira linha de trem, algumas ruas centrais recebem calçamento.

1875

·       Inspirado nas alterações feitas, à planta de Paris, Herbster organiza planta da cidade , onde introduz uma cinta de avenidas circundando o espaço urbano efetivamente habitado. Atualmente essas avenidas: do Imperador ( Bulevar do Imperador), Duque de Caxias e Dom Manuel ( Bulevar da Consolação), se constituem em vias de fundamental importância ao trafego de acesso e saída da zona comercial, por serem as únicas vias a circundarem o centro e coletarem tráfego dos bairros, com caixa compatível com o volume de tráfego. Além destes, foi também proposto e implantado o Bulevar do Jacarecanga, composto por dois trechos de vias: Av. Padre Ibiapina e Av. Filomeno Gomes, conectadas pela Praça Gustavo Barroso ( Praça Fernandes Vieira) Nos arredores da Praça e ao longo da Av. Filomeno Gomes, surgiu, algum tempo depois, uma zona residencial de alto padrão, Quando o centro não mais se adequara à moradia da classe social mais elevada.

1880/ 1926

·       O estabelecimento da ligação ferroviária entre Fortaleza e a região interiorana obedeceu a seguinte ordem cronológico: !882 - Baturité, 1891 - Quixadá,  1912 - Iguatú, etc. Além da integração do território estadual, a expansão das linhas férreas propagava a influencia da capital sobre os principais núcleos de crescimento do interior, criando dependência administrativa.

·       A princípios do século XX Fortaleza encontra-se com pouco mais de 48. 000 hab.e de acordo com censo de 1920, sua população é de 78.000 habitantes

·       Dentre os fatos progressistas ocorridos a finais do século XIX e inicias do século XX, destacam-se o serviço de transporte coletivo realizado por bondes a burros 1882, inicio do cabo submarino, do sistema telegráfico e telefônico, e de caixas postais, tentativas para a construção de um novo porto, funcionavam os cursos superiores de Farmácia, Direito, Odontologia e Agronomia, o público toma contato com o Cinema a partir de 1907, inauguração do Teatro José de Alencar 1910

·       Na gestão de Idelfonso Albano determina-se a retificação do alinhamento das casas, para que fossem alargadas as ruas São arborizados alguns logradouros públicos, melhorando a pavimentação da cidade com a chegada do automóvel. Os bondes elétricos aparecem em 1914.

1931/1932

·       A área urbana sofre um crescimento acelerado, aparecendo aglomerações de edificações precárias na periferia, Raimundo Girão dirige o levantamento para Planta cadastral da cidade. A cidade se expande além da malha traçada por Herbster leste, Aldeota, Avenida Beserra de Menezes (Estrada de Soure), Capistrano de Abreu (Estrada de Parangaba) e Visconde do Rio Branco (Estrada de Messejana). Elaboração de código urbano disciplinando a ocupação de solo, proibindo as edificações conjugadas, com base a preocupações ecológicas e paisagísticas.

1933

·       Nestor Figueiredo elabora o Plano de remodelação e extensão de Fortaleza, recomenda a implantação de um sistema radio-centrico. Não teve apoio do Conselho Municipal. Se erige a Coluna da Hora.

1947/1948

·       Plano do engenheiro Saboya Ribeiro “ Plano Diretor para Remodelação e Extensão de Fortaleza” apresenta una visão pioneira em quanto a preocupação ecológica, no foi executado em sua totalidade. No que se refere ao sistema viário enfatiza o esquema radio - concêntrico, e hierarquias viárias através de nomenclatura (Avenidas radiais, subradiais), os anéis som chamadas circuitos. Circuito Comercial: limitando o Centro Comercial pelas Ruas General Sampaio, Duque de Caxias, Conde D, Eu e Sena Madureira. Circuito de Irradiação: delimitando a zona de irradiação do comercio, ampliando-se para Avenida Imperador, Domingos Olimpos e Dom Manuel, também trata sobre os chamados corredores de adensamentos como a Liberato Barroso e Castro e Silva. No projeto da Zona Central se define o zoneamento por categorias, comercio intenso, áreas de irradiação, se estabelece o tipo de ocupação das quadras comerciais. Situa a zona administrativa, entre as ruas Sena Madureira e Governador Sampaio, desde a catedral até a cidade da Criança (parque da Liberdade)

1962/1963

·       O urbanista Hélio Modesto realiza o Código Urbano, apresenta um plano abrangente com aspectos econômicos, sociais e administrativos. Na proposta da zona central o ponto de maior destaque corresponde a transformação das Ruas Liberato Barroso e Guilherme Rocha em vias de pedestres.

 

·       Aparecem outros planos em anos posteriores que abrangem integralmente a grande Fortaleza, e que no entraremos a detalharmos em esta cronologia, o que demostra que a cidade contou com muitos intentos de organizar seu crescimento desordenado.

 

Nota: Dados obtidos de  Estudo realizado por um grupo de especialistas da Prefeitura Municipal de Fortaleza e publicado em  1994.


Voltar

 

Dados

01. Cadastro do Patrimônio Histórico

02. Objetivos Gerais.

03. Objetivos Específicos.

04. Análise do Cadastro do Patrimônio Histórico

05. O Estado Crítico por Zona

06. Tipologia Arquitetônica

07. Os Ambientes

08. Cronologia de Fortaleza

09. Inventário de Monumentos Escultóricos

 

   
| Home | Trabalhos | Nossa Equipe | Links | Preservando a História | Contatos |
Copyright © 2002 Oficina de Projetos. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por ANTENA DIGITAL