O " Castillo de
los Tres Reyes Magos de El Morro ", construído sobre uma
superfície rochosa, formando um polígono irregular com
baluartes, fossos, quartéis, casamatas, polvorins, cisternas,
constitui uma das fortalezas mais belas da cidade. Entalhada num promontório
de pedra na entrada da baía, conta com espaços de um encanto
enfeitiçado por seus contrastes de luz e sombra criados por suas
estreitas ruelas.
O edificio conserva
claramente suas alterações construtivas e que foram intencionalmente
marcadas no projeto de restauração. Foram empregados soluções
técnicas para construções iniciais da fortaleza,
que eram de pedra e cal, distintas da construção do edifício
central que é do século XVIII com dois andares, abobadados,
com subsolo, teto plano e fachada de predominante influência francesa.
A adoção de novos elementos de vedação,
grades de ferro, provocado pela transformação do edificio
em prisão desde o começo deste século até
1972, gerou uma deterioração profunda, tanto nas aberturas
( janelas e portas ), como em seus pisos. Este, mais o fato de ser um
edifício de construção mais recente que o entorno,
nos levou a tratá-lo intencionalmente de maneira distinta. Após
análises químicas dos materiais empregados, foram utilizados
rebocos com cor e pedras como piso . A pigmentação foi
conseguida com a utilização de materiais próprios
do local onde se encontra a fortaleza. Para o desenho sobre o reboco,
marcando os silhares,foi utilizado, uma técnica comum na época
chamado "esgrafiado".
A fortaleza contava
com um precário farol de sinalização náutica
desde 1764. Em 1844 se construiu o atual com o sistema Fresnell e hoje
constitui um dos símbolos cognitivos com o qual se identifica
a cidade de Havana internacionalmente. A restauração deste
elemento foi cuidadosamente executada, depois da alteração
produzida no governo de Fulgêncio Batista no intuito de modernizá-lo,
com modificações em seu mecanismo e aspecto exterior.
Concomitantemente foram realizados projetos para escavações
arqueológicas e de arqueologia submarina, cujos resultados serão
expostos em salas especiais dentro da própria fortaleza.
As baterias baixas de
ambas as fortalezas que defendiam a entrada da baía com fogo
rasante ao nível do mar, também foram objeto de projeto,
instalando-se nas mesmas, por seu fácil acesso, pequenos complexos
gastronômicos. As duas baterias, tanto a da Divina Pastora ( 1737
), como a dos Doze Apóstolos ( 1730 ), contam com suas baterias
de canhões do século XIX devidamente restaurados e conservados.